Quem fomos? Quem somos? E para onde estamos indo?

POR: Luciano Roberto

Quem fomos? Quem somos? E para onde estamos indo?

Quem fomos? Quem somos? E para onde estamos indo?

Comumente o cotidiano de vai-e-vem que, torna a vida um turbilhão de experiências nos faz deixar tantas coisas para trás, ao tempo que com o avanço de novas tecnologias encurtam-se as distâncias, produz-se condições para a aproximação das pessoas, tudo fica mais rápido, objetivo, mas também superficial. Podíamos ter mais tempo para, repensar nossos valores e princípios, nossa condição de humanos na sociedade, os rumos do mundo e planeta que estamos deixando de legado para as gerações vindouras, porém, o que se observa é o contrário.

Vivemos reclamando que nos falta tempo para dedicarmos a nós mesmos, estamos sempre em busca de conseguir alguma coisa que, muitas vezes nem sabemos definir o que é. Cultivamos dentro de nós ansiedades e preocupações, mas não paramos para refletir e compreende-las. Estamos nos tornando incapazes de escutar-nos uns aos outros, apenas ouvimos, pois escutar toma um tempo que não podemos perder, estamos perdendo a sensibilidade que é a essência do nosso humanismo, característica que nos torna humanos, e dessa maneira estamos nos tornando humanos desumanizados.

A violência está banalizada, a consciência anestesiada, e o politicamente correto é celebrado como lei universal imprescindível para o convívio das gentes, os seres estão deixando de ser, estão fingindo ser, no mundo que exalta as aparências, muitos de nós aparentamos ser o que não somos, para conseguir ter o que não temos e agradar os alheios.

Enquanto isso, estamos perdendo a consciência da personalidade humana, de nos entendermos como indivíduos e agentes históricos, estamos sem identidade, ficando cada vez mais homogêneos, iguais, comendo as mesmas coisas, vestindo as mesmas roupas, dizendo sempre sim (mesmo que inconsciente), ouvindo as mesmas músicas, indo aos mesmos lugares. Matando asfixiado o verbo ser!!! Conjugando e fazendo cada vez mais vivo o verbo “aparente”, tornando a substância da vida, o substantivo “aparência” que, leva como seu pilar o verbo “ter”, todos nós queremos ter, possuir para ostentar, e a partir disso satisfazer o ego, pois a consciência já não importa mais.

Sendo assim, as famosas indagações que através dos séculos conduziram o ser humano ao caminho da evolução, parecem não mais fazer sentido. Quem somos? Por que somos? Da onde viemos? Para onde vamos? E qual o sentido da vida? Esses questionamentos, pelo menos para boa parte da sociedade parasita, parece não fazer eco no interior oco destes seres bestializados pelo consumo. E assim, estamos construindo sociedades de dormentes, que sufocam o espírito e calam os gritos da essência humana, para exalarem a fétida bestialidade estereotipada no homem do século (21) vinte e um. Resta saber agora, se continuarmos regredindo e nos degenerando, qual será o nosso irremediável destino, ou seja, para onde vamos?

Professor Luciano Roberto
06/04/2014

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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