ANÁLISE DO FILME “A VIAGEM” (Cloud Atlas) 2012.

Uma obra-prima daquelas que perdurarão o tempo, que fala por si, e que apesar de se tratar de ficção, há tanta realidade perfilada em cada cena e conceito tratado que se cumpre a máxima: 

“A arte imita a vida”A-Viagem-Filme

Por: Luciano Roberto.

Um filme que discorre entre as relações humanas, entre a temporalidade (realidade, mundos e dimensões), que levanta algumas reflexões acerca de como são construídas certas verdades que, se impõe como absolutas sobre nossas convicções.

Trata-se de uma obra instigante sobre construção de mitos e verdades, de como tais questões afetam de maneira complexa o nosso modo de vida e, de como essa complexidade é muitas vezes erigida sobre uma base simples, e enquanto nos debatemos sobre todas essas meticulosas relações entre o complexo e o simples que nos afeta, o filme mostra que os “donos da situação” manipulam, e tecem uma sociedade urdida por fios de interesses, corrupção, desamor, ambição desmedida, “e fome, fome de querer sempre mais”, como diz uma personagem do filme.

Dependendo do olhar e sentimento com que se assiste o filme, pode-se abstrair muito mais do que ele superficialmente mostra em sua brilhante composição. É como um bom livro que mesmo sendo lido várias vezes, sempre se encontra uma nova essência em cada página foliada.

O Filme, apesar de mostrar em todos os contextos tratados a imposição dos mais fortes sobre os mais fracos, imposição sempre Filme a Viagem 2012exercida com êxito, fomentada pela fome de uma minoria de querer sempre mais e, que encontra cúmplices sempre dispostos à práticas de violências sem limites em nome de interesses mesquinhos, chamado no filme de “ordem natural das coisas”. Também retrata o pulsante espírito humano que dá sentido à vida. Diante do caos da luta pela sobrevivência, os dominados e espoliados encontram forças na fé, no amor e na esperança, para lutarem por liberdade individual e trazerem sentido às suas vidas.

Enfim, é mais que um filme, é uma obra-prima daquelas que perdurarão o tempo, que fala por si, e que apesar de se tratar de ficção, há tanta realidade perfilada em cada cena e conceito tratado que se cumpre a máxima: “A arte imita a vida”! 

Luciano Roberto.

Cenas do filme: A Viagem (Cloud Atlas) - 2012.

Cenas do filme: A Viagem (Cloud Atlas) – 2012.

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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