Tempo circular e tempo linear: Influências religiosas.

Basicamente existem duas formas de pensar o tempo histórico: a perspectiva linear e a perspectiva cíclica.

A perspectiva linear é a que mais estamos habituados. É uma perspectiva predominantemente de culturas judaico-cristãs. Entendemos o tempo como uma linha reta, com passado, presente e futuro. Essa linha normalmente tem um inicio e um final.tempo linear

Perspectiva com fundamento na bíblia onde descreve o principio da criação, e o fim no livro das revelações (apocalipse), ou seja, o regresso do messias.

A segunda perspectiva, a do tempo circular ou cíclico, é mais comum nas culturas pré-colombianas como os maias que tinham um calendário circular baseado em ciclos repetitivos fundamentais para a organização religiosa e cultural maia. Esse calendário circular era muito avançado e com precisão astral, pois, os maias eram grandes astrônomos!calendario-maia

Outra cultura, além de varias outras, que pensavam o tempo cíclico eram os gregos primitivos. Percebiam o tempo como um eterno retorno já que nenhum evento é absoluto, o tempo se repetia assim como as estações do ano.

A diferença nessas duas formas de ver o tempo está principalmente em suas culturas religiosas. A cultura cristã pressupõe uma evolução ou aprimoramento da alma humana a fim de atingir a salvação, o homem cristão então deve seguir seu destino. O tempo está objetivamente ligado às escrituras e a vinda do messias, uma concepção prioritariamente religiosa, política e transcendental. Isso fica evidente quando pensamos no significado da palavra “tempo”, nós temos significados diferentes: o tempo dos dias e horas, o tempo social (histórico) e o tempo clima.

 Já as outras culturas como os pré-colombianos ou gregos antigos, a concepção de tempo está mais voltado ao tempo da terra e dos astros, fundamental para uma economia de subsistência agrária. Portanto mais econômica, cientifica e prática, totalmente voltado ao manuseio da terra.calendário circular

Isso por sua vez também tem influência no politeísmo e monoteísmo. As culturas politeístas têm seus deuses cada um ligados a questões diferentes, deus da colheita, da chuva, fertilidade etc. Uma concepção deísta ligada ao tempo e necessidades da terra, ou dos astros que por sua vez tem relação com a plantação e as estações do ano.

Já a religião monoteísta não admite a setorização dos deuses. Um único Deus é responsável por tudo: supremo, onipotente, onipresente e onisciente. Capaz de perceber e sujeitar o tempo e o destino do homem, á sua vontade.

Douglas G. Fernandes

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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