A EDUCAÇÃO DO FUTURO x A EDUCAÇÃO DO PRESENTE

COMO FALAR EM ESCOLA DO FUTURO SE AINDA NAO ENCARAMOS A ESCOLA DO PRESENTE!

Ainda no século XXI, evidencia-se certa dificuldade das escolas de se apropriarem adequadamente dos materiais tecnológicos em ampla escala, por exemplo, os mais complexos como a utilização de redes sociais na complementação das aulas, exercícios EAD complementares, ou converter o tão temido celular que tanto nos atrapalha na aula, em um aliado na educação promovendo atividades onde o celular seja objeto intermediário do saber, ou um blog da escola disponibilizando filmagens e fotos das atividades escolares, e ate mesmo os mais básicos como, televisão, som, retroprojetor e computador. Em algumas escolas brasileiras, ate mesmo as particulares, tem-se notado a falta de administração com a tecnologia, falta de formação de professores, e falta de aparelhagem adequada na estrutura educacional. O grande problema é que há toda uma má vontade para que a escola informatizada aconteça realmente, empecilhos burocráticos, administrativos, tanto por parte das escolas como por parte dos governos.

Um erro comum é atribuir a falta de atualização, apenas ao professor, como se o professor fosse o único ator deste conflito. A verdade é que muitos professores se encontram abalados com a falta de suporte educacional. O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).

Com estes dados fica difícil falar em lousa digital, ou em escola do futuro, se ainda não damos conta da educação do presente! Talvez em algumas poucas escolas elitistas, mas quando se pensa em educação para todos, certos conceitos, simplesmente, ficam vagos de sentido.

Temos que encarar os problemas da nossa educação para que possamos refletir melhor sobre a educação do futuro!

Douglas G. Fernandes

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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