EDITORIAL – rir de tudo

Olá amigos, lhes advirto que estou escrevendo no editorial do site, onde posso ser um pouco menos imparcial e falar de maneira menos formal, lhes advirto também que vocês podem estar correndo o risco de perder minutos preciosos de suas vidas, portanto se chegaram ate aqui e não estão interessados em ouvir melodramaturgias virtuais, PAREM de ler! Vão fazer algo que julguem mais interessante, como diria Abujamra “Estraguem suas vidas como preferirem”! Não encurtem o tempo de suas ignorâncias com pensamentos não objetivos!

Certo dia estava eu em um bar, daqueles bem boêmios, bebendo tequila com amigos. Como todo professor da área de humanas que quando bebe se mete a filosofo. Conseguinte a embriaguez, de uma simples frase nasce uma discussão – O que importa é ser feliz! Com isso até concordo, mas o que é felicidade?

A felicidade sempre foi o motivo da busca humana, os filósofos, os religiosos, os psicólogos se empenharam até os dias de hoje a compreender e encontra-la, portanto eu que sou o menor dos menores não vou tentar entende-la, não hoje! Até mesmo porque aparentemente as pessoas entenderam que o mais importante é ser feliz. Infelizmente (e agora finalmente chego à crítica desta postagem) a questão é que as pessoas estão desvirtuando o conceito de felicidade, os homens e mulheres deste século se deliciam na vulgaridade, futilidade, corrupção e fanatismo, tentam encontrar a felicidade na ignorância no vazio do não entender, não ouvir e não fazer. Estamos vivendo momentos de profunda felicidade anestésica, uma felicidade demente e desesperadora que nos permite viver num mundo de fantasia onde o importante não é resolver nossos problemas, mas sim esquecer que eles existem. É unanime entre os que se empenham em entender a felicidade que a mesma advém de um estado de equilíbrio e satisfação, porem em tempos aonde o consumo de antidepressivos vem aumentando e os homens se esverdejaram eternos adolescentes, a felicidade se torna um acessório da vaidade facilmente comprável em qualquer shopping ou concessionária, uma bijuteria que deve estampar a face dos que desejam ser vistos, uma embriagues que cega o homem e abre o caminho para o vazio de existir, a felicidade se torna um artigo, uma quase obrigação.

A felicidade existe? Ela é plena? Ou é constituída de momentos pequenos ou grandes, e os outros sentimentos também não tem a mesma importância que a felicidade, e aquela lagrima que escorre e lava nosso rosto, ou aquela raiva que nos impulsiona a quebrar com a ordem vigente, a tristeza que nos faz lembrar que somos humanos e pensar o quanto o tempo reflete nossas atitudes. O que mesmo é felicidade? Será que sou feliz? Você é feliz?

“Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero…”.

Trecho: Amor Pra Recomeçar

Frejat

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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