EDITORIAL: avaliação com universidade em greve?

Direcionado aos meus colegas de estudo e ao professor Plínio que tão gentilmente se dispôs a usar os meios tecnológicos a favor da educação (UNIFESP).

Caros colegas.

Venho por meio desta levantar um questionamento. Sou aluno iniciante assim como vocês, não faço parte da greve e nem estou fora dela, simplesmente quando cheguei já estava posta, não posso discutir a respeito se é justa ou não, mas sei que greve nunca é uma coisa boa, se há greve deve-se pelo fato de sua necessidade e se essa necessidade for legitima então existem problemas que devem ser solucionados. No entanto uma greve pressupõe a manifestação coletiva que tem por objetivo sanar problemas e buscar melhorias de âmbito institucional. Neste caso, qualidade de ensino e estrutura educacional. Se bem me lembro, o professor Plínio, foi um dos que reclamaram em sala de aula sobre os livros guardados em caixas, pois a biblioteca não comporta a quantidade de livros novos. Também a qualidade da copiadora que como bem sabemos não é das melhores.

 A greve não é um ato de rebeldia e nem falta de interesse ao aprendizado, muito pelo contrario, neste país nunca se conseguiu melhorias que não fosse à custa do grito e da manifestação popular, quando se não do próprio sangue dos que se manifestam. Professores e alunos devem sempre se unir ao exigir qualidade de ensino-aprendizagem. É necessário que professores catedráticos se dispam de suas vaidades e desçam de seus púlpitos inabaláveis para que se manifestem ao justificar o início, termino ou não adesão ao movimento grevista.

 Em vista destes tempos onde o molde cartesiano de compartimentalização do conhecimento o leva ao ato mecanicista da produção do mesmo, não posso concordar em digitar um trabalho apenas por nota ou para passar um semestre que não foi cumprido. Os meios digitais, assim como o moodle, são meios que apoiam a educação e dá suporte à qualidade do ensino, mas nunca vão substituir o convívio verdadeiro e enriquecedor de uma sala de aula, tenho ciência de não estar estudando para passar de semestre ou ganhar nota, por este motivo não posso entregar um trabalho de uma aula que não tive. Ou deve-se aderir à greve de forma integral, ou lutar para que ela chegue ao fim.

 Obrigado a quem ler este manifesto e não se sintam aconselhados a não entregar quaisquer atividades, pois possivelmente sofrerei com o meu ingênuo e sincero posicionamento sobre o presente ocorrido.

Douglas G. Fernandes 25 de abril de 2012  (aluno 1° sem- filosofia, vespertino)

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

Um Comentário

  1. Douglas, adorei o texto. Já decidi que não vou entregar os trabalhoS, vou só usufruir dos textos. Afinal, não ingressei na universidade para ser auto-didata em busca de nota, quero sim a orientação do meu docente. No início eu apoiei a greve, mas agora acho que estão dando murro em ponta de faca…

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