Grafismo Indígena, tribo asurini do Xingu

Trecho retirado do projeto de pesquisa “Grafismo Indígena: Compreendendo a representação abstrata na pintura corporal Asurini” por Ricardo Artur Pereira de Carvalho

O desconhecimento sobre as culturas dos povos indígenasem nosso país soa para mim como uma lacuna curricular, isso porque, segundo a teoria de Darcy Ribeiro em O Povo Brasileiro, a construção da identidade nacional está fundamentada na mistura de raças e culturas, sendo que a miscigenação entre índios, europeus e africanos é uma parte fundamental desta identidade. Portanto, conhecer a cultura brasileira, é também conhecer as matrizes indígenas e africanas. Vejo como pequena a apresentação dos conteúdos ligados a essas matrizes dentro do processo educacional brasileiro, a despeito da minha própria formação. Lamento isso pelo fato de que não reconhecemos, muitas vezes, referências dentro de nossa cultura: as influências de palavras em nossa língua, a influência no sotaque de algumas regiões, os hábitos herdados como por exemplo banho diário, as lendas, histórias como a do Curupira ou do Saci-Pererê, que povoam a imaginação em nossas infâncias, os objetos, como a rede por exemplo e até os alimentos. Afinal o que seria do Brasil sem a mandioca? Esse alimento nativo e amplamente utilizado das mais diversas formas, que é matéria-prima, por exemplo, da fabricação do polvilho, ingrediente fundamental para a fabricação do pão de queijo. Portanto, não é possível pensar na cultura brasileira excluindo a presença da cultura indígena.

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Vídeo, exibidos nas paredes das salas no Museu do Índio, apresentam todas as etapas de criação da arte gráfica deste povo que habita a Terra Indígena Koatinemo, no Pará. O grafismo Asurini é utilizado nas pinturas corporais e na decoração de objetos, especialmente cerâmicas. Uma das principais peças do ritual é a grande panela Tauvarukaia. O objeto faz parte do ritual da cerimônia das flautas Turé, quando os Asurinis choram seus mortos.

Clique aqui para ler a obra na integra.

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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