FILOSOFIA ILUMINISTA

Iluminismo

Entende-se por iluminismo, o conjunto de teorias de caráter liberal burguês, predominantes na Europa no séc. XVIII, por isso denominado século das luzes.

 Em busca da razão e da tolerância

No final do séc. XVII começava-se a acreditar que a miséria humana era fruto da ignorância, e que somente a razão poderia iluminar o pensamento e modificar as condições de vida, enfatizando tolerância para as diferentes culturas, concepções filosóficas e religiosas.

Ideologia burguesa e anti-absolutismo.

Os pensadores iluministas defendiam a liberdade do individuo, exigindo limitação do poder do governador por uma constituição e por um parlamento. Defendiam que as nações devem ser governadas por leis e não pela vontade dos soberanos, dividindo o poder em 3, legislativo, executivo e judiciário.

 Ideologia burguesa e o liberalismo

 Os pensadores da burguesia no período das luzes eram contrários às restrições mercantilistas e a intervenção do governo na economia. Defendiam a liberdade do trabalho e acreditavam que a economia era regulada pela lei de oferta e procura, e livre concorrência.

DOCUMENTOS DE PENSADORES ILUMINISTAS.

Referente ao Iluminismo e liberalismo.

 DOC 1 – Tratado sobre a tolerância.

 Não é aos homens que me dirijo, é a ti, Deus de todos os seres, de todos os homens e de todos os tempos(…) Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos fracos corpos , entre nossos costumes ridículos, entre todas as nossas leis imperfeitas, entre todas nossas opiniões insensatas(…) que todas essas pequenas nuances que distinguem os átomos chamados homens não sejam motivos de perseguição.

Voltaire, tratado sobre a tolerância, 1763, in Histoire, 3◦.Collection j. monnier, paris:f. nathan, 1966

DOC 2 – O espírito das leis

Quando na mesma pessoa, ou no mesmo órgão de governo, o poder legislativo está unido ao poder executivo, não existe liberdade (…) E também não existe liberdade se o poder judiciário (poder de julgar) não estiver separado do poder legislativo (poder de fazer as leis) e do poder Executivo (poder de executar, de por em pratica as leis.)

Montesquieu, O espírito das leis, 1748. in FREITAS,G. de900 textos e documentos de História. Lisboa: plátano, 1978. V. III, p.24

DOC 3 – Do contrato social

 Já que nenhum homem tem uma autoridade natural sobre o seu semelhante e já que a força não produz nenhum direito, restam, pois, os contratos (pactos) para a base de toda a autoridade legítima entre os homens. (…) já vimos que o poder legislativo pertence ao povo e só a ele pode pertencer. (…)O soberano pode, em primeiro lugar, entregar o governo a todo o povo ou à maior parte do povo. DÁ-se a essa forma de governo o nome de democracia. Ou, então, pode entregar o governo nas mãos de um pequeno numero , e essa forma tem o nome de aristocracia.

Rousseau, Do contrato social, 1762. in: FREITAS, G. de.900 textos e documentos de História, lisboa: Plátano, 1978.v.III.p.28.

Pense nisto:

 As políticas iluministas foram implantadas? Deram certo? O que deu ou não certo?

Se, deu certo, porque ainda tem gente sofrendo pedindo o comunismo ou outras formas de governo?

 Se possível deixem um comentário!

 Douglas G. Fernandes

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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