A inserção do Brasil no mundo

A inserção do Brasil no mundo: período colonial séc. XVII e XVIII

    Sobrevivendo de oportunidades do comércio com o mercado externo, o Brasil se insere desde o tempo colonial, no tipo de economia de ciclos mais ou menos regulados pela balança comercial do mercado internacional, mantendo-se nas ocasionalidades de seus concorrentes, de outro feito, não se sustentaria em vista de sua ineficácia quando deparado com a concorrência melhor preparada. Constata-se no seguinte trecho do texto de Virgílio N. Pinto.

 “Tendo permanecido em estado letárgico na maior parte do século XVIII, o açúcar sofrera nos fins daquele século revalorização no mercado internacional, graças às lutas coloniais em torno da revolução francesa, nas Antilhas, com a desarticulação de regiões produtoras, exemplificada pelo colapso da produção açucareira haitiana em 1792”. 

 Os produtos exportados como açúcar, algodão, arroz e couro, foram beneficiados no fim do século XVIII, com as conseqüências das guerras na Europa e das independências americanas, em outras palavras, quem guerreia não produz o que consome, não havendo tempo nem mão-de-obra para o produção, se insere então o produto de exportação brasileira que se prontifica a atender o mercado.

Do mesmo modo, forças conflitantes entre Inglaterra e França, impulsionam a vinda da corte portuguesa para o Brasil em 1808. Demonstrando uma política sempre pressionada e dependente dos movimentos do mercado externo, logo foi decretada a abertura dos portos brasileiros as nações economicamente aliadas dando fim ao regime colonial, esta atividade beneficiaria diretamente a Inglaterra já que era a nação mais industrializada do século e tinha um grande poderio naval.

Esse favoritismo pelo comercio inglês demarcava a preeminência inglesa no Brasil, como nos esclarece Adriana Lopez e Carlos G mota no texto de subtítulo inversão colonial: abrindo os portos.

 “Em 1810, o príncipe regente assinou um tratado pelo qual a Inglaterra tornava-se a “nação mais favorecida” no comércio com o Brasil. Isso significava que os produtos ingleses pagavam tarifas alfandegárias menores do que os de outras nações”.

 Mas outra vez proliferado a paz, com o fim das guerras napoleónicas, o Brasil se vê em déficit no ultimo período colonial, consequentemente o Brasil cai em dificuldades econômicas, refletindo sua posição no mercado internacional.

           Douglas G Fernandes

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Bibliografia:

PINTO,Virgílio. Brasil em perspectiva LOPES,Adriana.MOTA, Carlos G. História do Brasil- uma interpretação-inversão colonial: abrindo os portos)  

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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