Rousseau “Discurso Sobre as Ciências e as Artes” PDF

Discurso Sobre as Ciências e as ArtesDiscurso Sobre as Ciências e as Artes (1749)
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

Edição
Ridendo Castigat Mores

Versão para eBook
eBooksBrasil.org

Fonte Digital
http://www.jahr.org

Copyright ©
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Edição eletrônica:
Ed. Ridendo Castigat Mores
(www.jahr.org)

“Todas as obras são de acesso gratuito. Estudei sempre por conta do Estado, ou melhor, da Sociedade que paga impostos; tenho a obrigação de retribuir ao menos uma gota do que ela me proporcionou.” — Nélson Jahr Garcia (1947-2002)

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DISCURSO QUE CONQUISTOU O PRÊMIO DA ACADEMIA DE DIJON NO ANO DE 1750 SOBRE ESTA QUESTÃO: SE O RESTABELECIMENTO DAS CIÊNCIAS E DAS ARTES CONTRIBUIU PARA PURIFICAR OS COSTUMES.

APRESENTAÇÃO

Nélson Jahr Garcia

O “Discurso sobre as ciências e as artes” lembra um pouco, em seu método e estilo, a maiêutica de Sócrates. Rousseau faz afirmações incisivas, mas são poucas. No mais das vezes ele duvida e formula perguntas. Logo de início diz:

“O restabelecimento das ciências e das artes contribuiu para purificar ou para corromper os costumes? Eis o que se trata de examinar. Que partido devo tomar nessa questão? Aquele, senhores, que convém a um homem de bem que nada sabe e que como tal não se estima menos.”

Assim, apresentando dúvidas e formulando questões, Rousseau vai extraindo, como em um parto, a experiência vivida de seus leitores para que cheguem a uma conclusão geral.

A grande questão é: o homem, ao deixar seu estado de natureza, com toda a sua probidade, honradez, força e energia para se dedicar às ciências e às artes não teria se corrompido no que possuía de mais puro?

A resposta cabe, exclusivamente, ao leitor. É a maiêutica.

BIOGRAFIA DO AUTOR

Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra no ano de 1712 e morreu no de 1778.

Dotado de excepcionais qualidades de inteligência e imaginação, foi ele um dos maiores escritores e filósofos do seu tempo. Em suas obras, defende a idéia da volta à natureza, a excelência natural do homem, a necessidade do contrato social para garantir os direitos da coletividade. Seu estilo, apaixonado e eloqüente, tornou-se um dos mais poderosos instrumentos de agitação e propaganda das idéias que haviam de constituir, mais tarde, o imenso cabedal teórico da Grande Revolução de 1789-93. Ao lado de Diderot, D’Alembert e tantos outros nomes insignes que elevaram, naquela época, o pensamento científico e literário da França, foi Rousseau um dos mais preciosos colaboradores do movimento enciclopedista. Das suas numerosas obras, podem citar-se, dentre as mais notáveis: Júlia ou A Nova Heloísa (1761), romance epistolar, cheio de grande sentimentalidade e amor à natureza; O Contrato Social (1762), onde a vida social é considerada sobre a base de um contrato em que cada contratante condiciona sua liberdade ao bem da comunidade, procurando proceder sempre de acordo com as aspirações da maioria; Emílio ou Da Educação (1762), romance filosófico, no qual, partindo do princípio de que “o homem é naturalmente bom” e má a educação dada pela sociedade, preconiza “uma educação negativa como a melhor, ou antes, como a única boa”; As Confissões, obra publicada após a morte do autor (1781-1788), e que é uma autobiografia sob todos os pontos-de-vista notável.

O Discurso, aqui editado, escrito em 1749, conquistou o prêmio da Academia de Dijon (1750), sobre o tema: “Se o restabelecimento das ciências e das artes contribuiu para purificar os costumes”.

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Sobre Douglas G. Fernandes

Professor de História graduado pela UNIMESP e Filosofia graduando pela UNIFESP. Autor do Portal Alexandria.

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